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03/03/09
GESTÃO FINANCEIRA NOS ESCRITORIOS DE ADVOCACIA

*Luiz Carlos Costa

A gestão financeira nos escritórios de advocacia, não é tratada com a importância necessária. Diante da complexidade na gestão, sócios de escritórios estão contratando gestores para assumir o cargo.

Com o aumento do número de advogado escrito na OAB, à redução dos honorários é um fato normal e para ter destaque entre os concorrentes, é necessário investir mais em tecnologia, estrutura e é de fundamental importância exercer o planejamento e controle das finanças do escritório, visando maximizar os lucro, e garantir estabilidade.

Para se manter em um mercado cada vez mais competitivo, os advogados (sócios) devem tomar decisões firmadas em informações financeiras precisas e atualizadas, é notável a grande responsabilidade dos advogados em gerir as finanças de seu escritório, tendo que conhecer um mínimo sobre o assunto, para nortear o desejo dos sócios.

Um dos grandes problemas vistos é a “confusão patrimonial”, misturando contas do escritório com contas pessoais, chegando a ser considerado como um vício, que sacrifica o crescimento e a sustentabilidade do escritório.

Outro problema é a falta de aptidão com a ciência exata, que é de fundamental importância par que o sócio trate pessoalmente da gestão do seu escritório, devendo ter consciência de suas habilidades e conhecimento técnico, para manter o escritório com uma boa performance. Outro passo importante é manter alinhada a eficiência financeira ao planejamento estratégico do escritório, mantendo uma atuação mais competitiva, e gerando uma maior rentabilidade. Para isso é necessário ter algumas competências que é exclusiva dos gestores financeiros: conhecimento, entendimento e pratica dos serviços financeiros do dia-a-dia nos escritório de advocacia.

Para maximizar os resultados deve ser definido um modelo de gestão financeira que integre um conjunto de normas e políticas, com intuito de orientar os gestores no processo de decisão, como contas a pagar e a receber, retirada dos sócios, custo fixo e variável do escritório, adiantamento para custas processuais, elaboração de planejamento anual, etc.

Com as inovações da informática podemos dizer que é praticamente impossível gerir qualquer ramo de atividade sem o apoio de um software, neste caso, de preferência que o software seja integrado ao controle de clientes e de processos, e que possa realizar os controles, a emissão de relatórios gerenciais, e que forneça indicadores de desempenhos em forma gráfica para facilitar o entendimento dos sócios, ao fazer o acompanhamento mensal.

Concluindo, é certa a necessidade de um gestor financeiro na administração de um escritório de advocacia independente do seu porte, uma boa gestão das finanças torna-se absolutamente necessária para uma empresa sólida e sustentável, certo de que qualquer decisão empresarial passa por uma decisão financeira, e interfere diretamente no crescimento financeiro do empreendimento. Mas para os que acreditam, ser inviável contratar um gestor financeiro, segue uma dica: a profissionalização da gestão financeira é um grande passo para os sócios que desejam atingir o equilíbrio e crescimento financeiro do seu escritório.

*Gestor Financeiro – UNIT, Discente do VIII Período do Curso de Direito da Faculdade Ages.

 

 
 

20/02/09
Juiz sergipano participa de Comitê Especial do CNJ

O Presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Ministro Gilmar Mendes, através da Portaria nº 449, de 07 de janeiro de 2009, instituiu o Comitê Especial para Implementação dos Juizados Especiais, com a missão de propor a unificação e uniformização de atos e procedimentos cartorários e metodológicos dos Juizados Especiais em todo o país.

Foram designados para participar do Comitê os Magistrados Marco Aurélio Gastaldi Buzzi, Desembargador do TJSC; Rêmulo Letteriello, Desembargador do TJMS; Fernando Henrique Pinto, Juiz de Direito do TJSP; Eduardo Mattos Gallo Junior, Juiz de Direito do TJSC; Diógenes Vidal Pessoa, Juiz de Direito do TJAM; José Anselmo de Oliveira,

Juiz de Direito do TJSE; e Flávio Fernando Almeida da Fonseca, Juiz de Direito do TJDF. A Presidência do Comitê está a cargo do Desembargador Marco Aurélio Gastalldi Buzzi.

O Juiz José Anselmo de Oliveira além de titular da 3ª Vara Criminal de Aracaju é, atualmente, o Presidente da Turma Recursal dos Juizados Especiais Cíveis da Capital. É também Mestre em Direito Constitucional, professor e autor de livros e artigos jurídicos.

Da Diretoria de Comunicação/TJ

 

 
 

\20/02/2009
Taxa de congestionamento na Justiça sergipana é uma das menores do país

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) divulgou ontem, dia 19, dados sobre o Judiciário Brasileiro em um relatório intitulado “Justiça em Números”, referente ao ano de 2007. Os gráficos (clique aqui para ver) mostram que a taxa de congestionamento na Justiça sergipana de 1º Grau foi a segunda menor do país (51,8%), ficando atrás apenas de Rondônia (34,5%). A maior, 92,7%, foi verificada no Maranhão, seguida de Alagoas (92,4%) e Pernambuco (91,7%).

Nos Juizados Especiais, Sergipe teve o quarto menor índice de congestionamento (17,1%), perdendo para o Rio Grande do Norte (14,1%), Espírito Santo (12,8%) e Tocantins (7,0%). O maior índice de congestionamento nos Juizados Especiais em 2007 foi registrado na Bahia (76,6%).

Já nas Turmas Recursais, a taxa de Sergipe foi a menor do Brasil (10,7%), seguida do Rio Grande do Sul (12,3%) e Rio de Janeiro (13,7%). A maior foi verificada no Distrito Federal (98,2%).

Brasil

No estudo feito pelo CNJ foi verificado que em 2007 existiam 67,7 milhões de processos em tramitação na Justiça brasileira. A maior parte deles, 54,8 milhões (80%) estava concentrada na Justiça Estadual, que apresentou taxa de congestionamento de 74%. O indicador mostra que, por exemplo, de cada 100 processos em tramitação (novos ou antigos), 74 não foram julgados no ano em análise da pesquisa.

As informações do “Justiça em Números” apresentam um panorama global da Justiça. Entre outras informações, a pesquisa traz dados sobre processos distribuídos e processos julgados, número de cargos de juízes ocupados e ainda o número de habitantes atendidos por juiz. Os dados se referem ao ano de 2007 e mostram números da Justiça Federal, do Trabalho e Estadual.  Esta é a 5ª edição do “Justiça em Números”, divulgada  anualmente pelo CNJ desde 2005.

De acordo com o Departamento de Pesquisa Judiciária do CNJ, setor responsável pela consolidação das informações, a pesquisa permite a avaliação dos tribunais em relação à quantidade de processos, questão financeira e o acesso à Justiça. Avalia ainda o perfil de cada região e Estado, com base nas informações sobre população e economia.

O objetivo do CNJ é que os dados sirvam como referência para a criação de uma cultura de planejamento e gestão estratégica. As primeiras edições da pesquisa foram realizadas nos anos de 2003 e 2004. Porém, à essa época não havia a obrigatoriedade de que os tribunais enviassem as informações. Somente em 2006, com a publicação da Resolução nº 15, do Conselho, os Tribunais foram obrigados a fornecer esses números.

Outra finalidade do “Justiça em Números” é fornecer bases para construção de políticas de gestão e possibilitar a avaliação da necessidade de criação de cargos e funções. O estudo também enumera relação de despesas com pessoal, recolhimentos e receitas, informática, taxa de congestionamento e carga de trabalho dos juízes. Os números são encaminhados semestralmente pelos magistrados.

Da Diretoria de Comunicação/TJ

 
     
 
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